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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Verniz Black Cherries (ou de como esta miúda faz de mim a mãe mais babada à face do planeta)

- Mãe, podes-me tirar este verniz? Quero pintar de outra cor.
- Está bem. Queres pintar de cor de rosa?
- Não... quero este... eu gosto e quero ficar igual a ti.


Update visual

Agora estamos assim...



Do que se faz para o almoço...

- Leonor, o que queres almoçar hoje?
- Quero frango.
- Hum... acho que não temos frango... pode ser outra coisa?
- Sim, vamos almoçar fora!!

Está a ficar fina a minha filha. Está, está.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Errata...

... ao post anterior.

Isto começa bem, sim. Ora bem, induzi o pessoal em erro, porque ela está um pouco diferente. Falta-lhe um dente. Portanto, a foto correcta do "Ela está assim" é esta:


Menos um dente, antecipando assim a fase "Dentes Definitivos" quase um ano. E tudo porque o dente definitivo quis aparecer nas traseiras do de leite.

Esta situação (inesperada) fez com que a rapariga tivesse já o primeiro contacto com o dentista. O que não correu nada mal, tendo em consideração a pergunta "Mãe? O Tó não vai arrancar o dente, pois não?" feita ansiosamente, e para aí umas 457123 vezes, na sala de espera.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

E só assim a modos que para ir actualizando a coisa...


Ela já está assim... Tem 5 anos recheados de muita reguilice e boa disposição. Continua uma drama-queen, libertando rios de lágrimas à mínima coisinha. E eu? Pois... eu ainda não perdi o que me resta da sanidade mental. O que, tendo em consideração todo o contexto em que tenho vivido ultimamente, é só por si uma grande vitória.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Para os meus bebés...

Minha queridas Beatriz e Leonor,

Hoje falo-vos do coração.

Beatriz, minha primeira menina, meu anjo, minha estrela. Contigo conheci a mais profunda das dores, porque te perdi. Mas foi contigo que aprendi que existe um amor maior. Sempre te disse isto, e repito-o agora: não te conheci, não te vi, não te senti, não te tive nos meus braços, mas amei-te e amo-te agora e sempre. Ainda te sinto comigo, aqui. De vez em quando sinto o cheiro de canela no ar e sei que és tu. Da mesma maneira que sei que foste tu que me trouxe a Leonor. E os comentários que ouvi na altura, não me atingem mais. Não foi imaginação, tu exististe... por breves instantes, tu foste real. A minha primeira menina...

Leonor, minha bebé, meu sonho realizado. És o anjo que desejei depois da partida da tua irmã. Desculpa se não vivi a gravidez como deveria, mas eu tinha tanto medo. Não me permiti sonhar demasiado alto, por puro terror de te perder. Mas cada movimento teu, cada pontapé, cada imagem tua nas ecografias, o som do bater do teu coração... todos estes momentos estão gravados na minha memória. As músicas que te cantei, as palavras que te disse, enquanto estavas aqui dentro de mim. Eu disse-te, não foi? Eu disse-te que tinha tanto, mas tanto medo... Eu contei-te histórias da tua estrelinha, daquela que partiu demasiado cedo e que agora te protege. E depois de 9 meses, a conquista! Tu nos meus braços. Eu ali a dizer-te "Bem vinda, bebé" sem saber bem o que fazer com tanta felicidade.

Beatriz e Leonor, nunca me imaginei assim... mãe de dois anjos... um entre as estrelas e outro nos meus braços... queria que estivessem as duas aqui, mas não foi possível. A vida depois de vocês nunca mais foi igual. Agora o coração que bate aqui dentro, já não me pertence. É vosso. Amo-vos assim, incondicionalmente, sem medida, sem limites. Amo-vos e é para sempre.

Mãe

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Instantâneos dela - Parte V

Comentário dela ontem, ao ver o (ainda) primeiro-ministro na TV a assumir o pedido de ajuda ao FMI:

- Mamã! Mamã! Olha tá a dar o palhaço na televisão!

E assim concluo que ela tem a certeza absoluta que, afinal, o maior circo de Portugal não é o Chen ou o Cardinali. Não, o maior circo de Portugal está em São Bento...



terça-feira, 5 de abril de 2011

Instantâneos dela - Parte IV

Depois de ter mandado ao chão os lápis de cor.
- Mãe! Apanha lá aquele lápis! (grita-me ela, da sala)
- Leonor, apanha tu. Eu estou a tratar do jantar. (respondo-lhe eu, da cozinha)
- Mas, mãe... Não são só os pequeninos que apanham as coisas do chão. Os adultos também têm de apanhar as coisas, ouviste?

E aqui tive a primeira amostra de sentido de classe social. Será que tenho uma política na forja?

quinta-feira, 31 de março de 2011

Instantâneos dela - Parte III

Hoje:

‎- Leonor, arruma lá os bonecos. Não volto a repetir. Olha que ainda os deito todos no lixo...

Ela faz uma pausa, olha para mim, sorri e responde:


- Ah ah! Isso é que era bom, mãe! Não sejas tonta da cabeça!


E lá tive eu de me esconder na cozinha, para não me desmanchar a rir à frente dela...

Instantâneos dela - Parte II

Pérola de sabedoria dita ontem durante o almoço:

- Avó, já percebi! A raia é da família da manta... e a manta é da família do lençol!

Instantâneos dela - Parte I (de muitos, parece-me...)

Ontem, à noite:


- Mãe? Tu tens quantos anos?
- 37.
- Ai ai! Tantos! E o pai?
- O pai tem 35.
- Duvido!


(What????)